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Artigos

  • Os bons ventos de São Fidélis

    Jornal do Commercio (Rio de Janeiro), em 01/11/2004

    Quando chamado ao auditório do Colégio Estadual de São Fidélis, que funciona num antigo prédio da CNEC (saudades do professor Felipe Tiago Gomes), a primeira impressão foi de surpresa. Estava cheio de alunos e professores da região, por obra e graça da professora Fátima Panisset, coordenadora do Projeto de Incentivo à Leitura do Governo do Estado.Minha obrigação seria falar sobre o tema "Nós e a Poesia", mas antes haveria uma série de quadros culturais, incluindo a originalíssima peça "A Preta de Neve e os Sete Grandões", toda ela produzida na própria escola. Por artifício criado pelo professor de matemática, acabei virando um dos "grandões" da história. Assumi a função diante dos 300 assistentes com muita alegria. Nessas ocasiões, é melhor aderir ao espírito geral. Houve aplausos.

  • Castro Alves, nós e a poesia

    Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), em 27/10/2004

    Não é de hoje que se registra que o poeta é um pastor de almas. Por que não se pode afirmar o mesmo do professor? Só que este tem uma ação sistemática sobre o seu público cativo, que são os alunos, enquanto os vates operam de acordo com a sua inspiração - e para um público difuso, embora cada vez mais numeroso.

  • A enfermeira do futuro

    Jornal do Commercio (Rio de Janeiro), em 25/10/2004

    No 7º Congresso Brasileiro dos Profissionais de Enfermagem, evento realizado em Fortaleza, sob os auspícios do Cofen, discutimos o tema "O inefável poder do intelecto e capital humano da enfermagem: eis o caminho." Certamente, para o aperfeiçoamento do sistema, devemos conhecer os meandros da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) e as modificações que estão ocorrendo na educação profissional, seus desafios e possibilidades.A começar pela sensibilidade do presidente Lula, que assinou o Decreto nº 5.154, anulando ato discricionário e antipedagógico do governo passado. Volta a ser permitida a articulação do ensino técnico de nível médio com o ensino médio.

  • Perto do lingüicídio?

    O Globo (Rio de Janeiro), em 14/10/2004

    Há muitos brasileiros preocupados com o destino da língua portuguesa, ainda hoje inculta e bela. Se há um propósito deliberado de assassinar o português, não se pode garantir que o caminho inexorável seja o nosso improvável lingüicídio. Até porque registram-se reações muito importantes ao aparente descaso com que a matéria é tratada.

  • O embaixador do livro

    Jornal do Commercio (Rio de Janeiro), em 11/10/2004

    Quando se tem mais idade, é natural que decepções sejam muitas, mas elas perdem de longe quando comparadas com as alegrias que a vida nos proporciona. Seja pela família, seja pelos amigos. Entre estes, pude fazer um de que jamais esqueço. Alfredo Machado. Mais velho do que eu, mais importante, amigo íntimo do então governador Carlos Lacerda, exerceu forte influência na cultura da então Guanabara, que ele amava muito. Foi um bom amigo e a retribuição que encontrei para homenageá-lo aconteceu quando criamos a Biblioteca Pública de São Cristóvão, a primeira de toda a vida do bairro imperial. Ganhou o nome de Alfredo Machado.

  • Salas populares de cinema

    Jornal do Commercio (Rio de Janeiro), em 04/10/2004

    A partir de um registro quase inacreditável, o Governo do Rio de Janeiro tem criado diversas salas populares de cinema. Em seu discurso de inauguração, Rosinha Garotinho repete invariavelmente o dado aterrador: dos 92 municípios do Rio de Janeiro, somente 23 têm um cinema regular. Esse dado está sendo modificado pelas ações da Secretaria de Estado de Cultura, que já criou diversas salas populares, utilizando a modernidade do DVD, em municípios como Belford Roxo, Meriti, Japeri, Carapebus, Mesquita, além de outros dois em Mangueira e Jacarezinho.

  • Por que estamos longe?

    Folha de São Paulo (São Paulo), em 29/09/2004

    O Plano Nacional de Educação, em vigor, aprovado pelo Congresso Nacional, merece inúmeros reparos. Somos orientados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei nº 9.394/96), que exige uma ampla reformulação. A realidade nua e crua é cada vez mais perversa: escolas desprovidas de equipamentos, professores desrespeitados em sua dignidade profissional e salarial, alunos desnutridos e desinteressados - algo como se estivéssemos em pleno caos.

  • América, sempre

    Jornal do Commercio (Rio de Janeiro), em 27/09/2004

    O jornalista José Trajano, ele também apaixonado pelo clube rubro, citou-me outro dia como membro de uma pequenina e barulhenta torcida do América Futebol Clube. Senti-me honrado. No momento em que se comemora o primeiro centenário do time de Belford Duarte, o mais disciplinado zagueiro de todos os tempos, fiz as contas e concluí que torço pelo Mequinha há 60 anos.

  • Um invejável patrimônio

    Jornal do Commercio (Rio de Janeiro), em 20/09/2004

    O cenário carioca foi palco das correntes mais representativas da música popular brasileira: o choro, por volta de 1870; o samba, nascido em 1917; a canção romântica da Era do Rádio, a canção de fossa das boates e a bossa nova, no final de 1950.

  • Ensino: uma escola modelo no Rio

    Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), em 15/09/2004

    Não se trata de mais uma escola média, desprovida de originalidade. Já temos tantas, a maioria igualada nos mesmos serviços precários prestados à nossa população. Esta que aí vem, para funcionar em 2006, na Barra de Tijuca, terá a chancela do Sesc, o que por si só é uma garantia de cuidados especiais na sua montagem desde a origem.

  • Martinho e a cultura negra

    Jornal do Commercio (Rio de Janeiro - RJ), em 22/08/2004

    O Brasil aprendeu a gingar em Angola e sofreu influências variadas, que passam por Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Portugal. É natural que não queira (e nem deva) se desprender das suas raízes, apesar de tudo o que isso representa em sofrimento, escravidão e miséria.

  • Querem assassinar o português

    O Globo (Rio de Janeiro - RJ), em 12/08/2004

    Para abordar o tema, que é recorrente, na cultura brasileira, vale a pena recordar de início um instigante pensamento do escritor mexicano Octavio Paz: “Quando um país se corrompe, a primeira coisa que se degrada é a linguagem.”

  • O sucesso escolar

    Jornal do Commercio (Rio de Janeiro - RJ), em 09/08/2004

    Durante muitos anos, discutimos as causas do fracasso escolar. Seria falta de recursos, poderia ser o despreparo dos professores, seus baixos salários, currículos excessivamente dimensionados ou até mesmo uma imensa e demorada crise de auto-estima, gravando os sistemas.

  • A educação está pior

    Jornal do Commercio (Rio de Janeiro - RJ), em 26/07/2004

    Há uma história popular que é bem elucidada. Quando, numa cidade do interior, foi feita empiricamente uma pesquisa sobre a popularidade do seu prefeito, um sábio local manifestou a sua opinião: aqui a população está bem dividida. Metade acha que ele é um prefeito medíocre, a outra metade acha que ele é um medíocre prefeito.

  • Ankito na Baixada

    Jornal do Commercio (Rio de Janeiro - RJ), em 19/07/2004

    Insisto num ponto sem qualquer arrependimento: não somos muito chegados a cultuar os mitos nacionais. Se não são totalmente esquecidos, porque aí seria demais, a névoa do tempo se encarrega de torná-los distantes, inclusive para as homenagens devidas. Ocorre isso de modo geral e - fenômeno inquietante - com grande incidência nos tempos modernos.